Nosso homenageado deste ano, Elio Becker, além de um grande atleta, foi treinador de grandes expoentes da natação gaúcha.

Crédito: Dudu News/Vale do Sinos
Primeiro gaúcho a nadar abaixo de um minuto nos 100 livre, e multi medalhista em campeonatos brasileiros, “Tio Elio” como é conhecido por seus ex-atletas, criou sua própria metodologia de ensino, que leva em consideração a hidro neuro biomecânica, como pilar para o ensino da natação e recuperação física dentro da piscina. Além de fundar o Centro de Natação e Recuperação Golfinho, em Novo Hamburgo, Elio foi treinador da equipe da Sociedade Aliança por quase três décadas, entidade da qual acabou sendo presidente. Um grande número de nossos atletas masters passou pelas mãos de Elio Becker. É uma grande honra para a AGNM poder fazer esta singela homenagem ao “Tio Elio”, em retribuição a tudo que ele fez e faz pela natação gaúcha.
Nascido e criado em Rosário do Sul até os 11 anos, Elio Becker sempre foi apaixonado por água. “Quando tinha oito anos ganhei uma égua e ia até o rio Paraíso, lá em Rosário, para nadar e mergulhar”, lembrou ele. Já no município hamburguense, passou a nadar na Sociedade Aliança e participou de vários campeonatos, onde sempre foi bem colocado. No ano de 63 foi escolhido para integrar a equipe de natação no Panamericano. “Naquela época tínhamos que ganhar já nas eliminatórias para as olimpíadas”.
Formado em Educação Física pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), foi professor em várias escolas de Novo Hamburgo. “Para todos os meus alunos, sempre apresentei uma postura de escolhas, de dedicação ao esporte e sem vícios”, reforçou. Nos anos 1969/70 montou uma equipe que, um ano depois, estava à frente no Grêmio Náutico União, em Porto Alegre. Em 73, decidiu que chegava a hora de montar sua própria equipe. Foi quando seguiu para Carazinho, durante três temporadas. E foi no final da década de 70 que abriu o Centro de Natação em Novo Hamburgo, que hoje tem todas as atividades baseadas na neurohidrobiomecânica, o que permite trabalhar os músculos para um melhor aproveitamento e técnica. “As atividades aquáticas são indicadas para todas as idades e melhora a saúde física e mental das pessoas com sua prática regular”.
Elio Becker participou de mais de 20 congressos mundiais de medicina esportiva e é também o único técnico da América do Sul com três congressos mundiais de natação. Ele comanda as atividades no Centro de Natação Golfinho há mais de 35 anos e explica que a água é excelente recuperadora e, qualquer tipo de lesão no corpo, pode ser curada na água. “O exercício, quando praticado corretamente, fortalece toda a musculatura”, ensinou ele, que tem a companhia das filhas, profissionais da área, Alessandra e Vanessa.
(fonte: ACINH)

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Ele é um cidadão que marca a história do esporte em Novo Hamburgo. Um verdadeiro campeão. Um superador. Vencedor.
Elio Becker nunca se rendeu a nenhum desafio. Foi aos 11 anos que o hamburguense decidiu que ia construir uma “ideia” de futuro na natação. “Amante” e ex-presidente da tradicional Sociedade Aliança, foi lá que ele começou a construir sua história. “Comecei com 11 anos aqui no Aliança, nadando na equipe. Nadei até 1969, e comecei minha formação de técnico. Neste meio tempo, começou a ter problemas de apoio aqui, e decidi criar minha equipe profissional”, conta ele, em entrevista à reportagem.
Se Elio menciona o amor pelo Aliança, ele não pode esquecer de dizer que, foi nesta cidade e neste clube, que se tornou campeão gaúcho e até Brasileiro de natação. “Nestas fotos que tiraste, lembrei da minha história aqui”, diz, com sorriso no rosto.
Construindo sua equipe profissional, Becker decidiu agir para ter uma equipe para chamar de sua: era o início da história de Elio Becker como técnico e professor. “Fui professor aqui em Novo Hamburgo de 1969 até 1973. Depois, recebi um convite para trabalhar em Carazinho, e fui. Lá, tive a oportunidade de guardar recursos para abrir o que seria a futura Golfinho”, conta.
O capítulo mais importante da história de sua vida começa em 1976, no retorno a capital nacional do Calçado. Em formação, Elio abriu as suas piscinas: ali nascia a Golfinho. “Trouxe um nohall todo de construção da Alemanha. Todo sistema que fiz é di nível europeu: piso quente, umidificador e radiador. Nosso ambiente é seco mesmo tendo no inverno, mesmo estando 2 graus lá fora. Á época, o custo duplicou”, conta.
Com a Golfinho, veio a oportunidade de salvar pessoas. Como menciona o jornalista Aurélio Decker, as suas piscinas foi uma verdadeira “casa de saúde”. Elio comenta: “Nossa piscina de natação salvou muitas pessoas. Quando fui para alemanha, estudei hidroneuromecânica, que é a formatação do uso da água. A pessoa chega com um problema de coluna, a natação não resolve muito, mas não o cura”, diz. “Como tenho um vasto conhecimento do corpo, conhecendo a bioquímica do músculo, comecei a trabalhar a reabilitação, criando esse trabalho de recuperação”, afirma.

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Mas, o tempo passa, para Elio e para todos. Hoje, ele chega aos 76 anos, e 65 “como peixe”, dentro das piscinas. O mais especial é que, até hoje, o atleta nada todos os dias, as 4h da manhã. E cerca de 2 quilômetros. Questionado sobre como chegar nesta idade, com este “pique de jovem”, ele comenta. “Nunca fumei, nunca bebi álcool. Não sei que gosto tem isso. O dia que eu beber vou fazer uma churrascada para a turma (do Aliança) aqui. Ouvi do meu técnico, com 11 anos, que precisava me dedicar para ser campeão. Sempre levei isso para ser um campeão dentro e fora das piscinas, com humildade”, conta. “Quando atleta, eu chegava aqui no clube e as crianças me enxergavam como exemplo. Preciso fazer aquilo que eu prego, e levo isso comigo”, afirma, também lembrando da família que construiu, ao lado das duas filhas.
Fonte: Vale dos Sinos







